Arquitetura para a Terceira Idade

January 26, 2017

Arquitetos desenvolvem projetos planejados para melhorar a vida dos idosos.
Um indivíduo passa por várias fases em sua vida, e o segredo para se ter uma vida feliz, é respeitar as necessidades de cada uma delas.

O segredo da juventude eterna não é fingir que a velhice nunca chega.

A desinformação e a falta de cuidado atrapalham na infância, adolescência e vida adulta, também podem prejudicar os idosos.

Mas muitas vezes a simples aceitação da necessidade de adaptações cotidianas pode ser dolorosa para toda a família, pois reconhecer e aceitar as novas necessidades costuma ser difícil.
Perceber que adaptações simples, como ver que o tapetinho da sala pode estar se tornando uma ameaça à segurança de um familiar, ou à sua própria, é um processo que mexe com a dinâmica dos relacionamentos.

O primeiro e mais importante passo para realizar adaptações para evitar acidentes e promover qualidade de vida.
A mortalidade de idosos com 60 anos ou mais por quedas, no Estado de São Paulo, aumentou quatro vezes nesta década, segundo balanço da Secretaria de Estado da Saúde. O índice passou de 7,6 óbitos por 100 mil idosos em 2000, para 28,4 mil em 2008. As quedas, por definição, são causas evitáveis. E a maior parte delas acontece em casa.
Mesmo as quedas mais leves podem ter consequências. A inatividade gera imobilidade, que por sua vez diminui a força, a massa e o tônus, e aí, acontecem novas quedas, segundo Sérgio Paschoal, coordenador do programa de prevenção de quedas do Hospital das Clínicas, em São Paulo.
É responsabilidade do arquiteto identificar os pontos mais perigosos de uma casa e encontrar soluções para saná-los. Como o banheiro, local onde ocorrem inúmeros acidentes.
“O banheiro é um local em que se cai muito. As pessoas molham o piso e vira um verdadeiro sabão. Às vezes não tem como trocar o piso, mas há alguns tapetes de borracha que grudam no chão, não pode ser qualquer um, porque se for um que escorregue é pior", explica Sérgio Paschoal, coordenador do Programa de Prevenção de Queda.
"Mesmo se o piso for antiderrapante, você tem que ter barras de apoio sólidas. No mínimo, a velocidade e a energia da queda serão menores”, completa.
As barras são importantes também para evitar que as pessoas usem alternativas de apoio, como a torneira, que podem agravar a queda.

É fundamental que o vaso sanitário seja elevado e tenha barras laterais ou apoio para os braços. “Se a pessoa não tiver força no quadríceps, ela desaba, pode até quebrar o vaso e se machucar mais ainda”, diz Sérgio.
As antigas adaptações de alvenaria para elevar o vaso sanitário causavam má impressão e eram evitadas em muitos casos em que eram necessárias.

Hoje, é possível encontrar assentos removíveis em casas de materiais cirúrgicos: causam menos impacto visual e permitem que o banheiro seja usado também por quem dispensa a adaptação. Mesmo que haja uma resistência inicial a essas adaptações, o coordenador do Programa de Prevenção de Quedas explica que, em sua experiência, elas acabam sendo aprovadas pelos idosos, porque permitem que eles dispensem ajuda.
Um dos lugares mais perigosos de uma casa, segundo Sérgio Paschoal, é o caminho do quarto para o banheiro, e uma iluminação bem planejada pode fazer muita diferença.

Ao mesmo tempo em que é melhor evitar superfícies e lâmpadas muito brilhantes porque os olhos já não se adaptam com tanta rapidez à claridade, é fundamental que exista uma iluminação acessível.
Uma regra que vale para a casa toda é especialmente importante neste trajeto: o caminho tem que estar sempre completamente livre, sem obstáculos, como tapetes, tacos soltos, carpetes com sobras e dobras, fios de telefone, brinquedos, móveis baixos e com pontas, animais de estimação pequenos, obstáculos de difícil transposição para quem tem um andar mais arrastado.

As escadas completam o trio crítico de áreas da casa no que diz respeito a quedas. O pior tipo é a escada tradicional de sobrado, com janela no topo e iluminação frontal, pois a luz bate de frente nos olhos e pode dificultar a visualização dos degraus. O ideal é que os carpetes sejam evitados.
É recomendável que exista uma sinalização de cor contrastante na ponta do degrau, ter corrimão firme dos dois lados, começando antes da escada e terminando um pouco depois. A altura do degrau também não pode variar, pois corpo se acostuma com a altura dos degraus e a variação causa confusão.
O melhor ponto de partida é diferenciar autonomia e independência. Depender de apoio para realizar atividades diárias, como fazer a própria higiene e se vestir, perde-se um pouco da independência, mas não nos tira a autonomia de decidir sobre a própria vida. Falta de autonomia é quando já não se pode decidir sobre coisas essenciais de sua vida.

À medida que o tempo passa, vamos perdendo primeiro essa independência relativa, e depois a autonomia. Não conseguir fazer as atividades da vida diária não significa que a pessoa está doente, significa uma fragilidade.
A parte prática das adaptações pode ser muito mais simples do que a conversa familiar necessária para chegar lá. À medida que o tempo passa, serão necessários mais recursos para fazer as coisas com segurança. Se o arquiteto tem bom senso, vai construindo essas adaptações. E se existe um bom diálogo familiar, vai construindo essas adaptações com a família do cliente.

Um conceito que antevê as necessidades do cliente, possibilitando adaptações, antes mesmo de serem necessárias é o conceito “Casa para vida toda” implementada pela empresa Eduardo Ronchetti Arquitetura.
Segundo este conceito, um lar deve poder adaptar-se às necessidades de seu dono, de acordo com cada contingência no decorrer de sua vida.
Casamento, filhos, eventuais acidentes, envelhecimentos. Cada uma destas fases na vida de uma pessoa acarreta em consequências que refletem em mudanças na casa da família.
A Eduardo Ronchetti Arquitetura desenvolve projetos de adaptação residencial que levam em consideração estas contingências e permitem uma estrutura flexível que se adapta às necessidades do cliente.
Um time de arquitetos avalia as necessidades dos clientes, conhecendo a fundo e se inteirando de sua realidade, a fim de desenvolver um projeto que iria adaptar seu lar permitindo mobilidade, conforto, segurança, autonomia, além de seguir a risca as leis da NBR 9050.

Please reload

Posts Em Destaque

Placas para jogadores de basquete?

September 30, 2019

1/9
Please reload

Posts Recentes

March 21, 2019

Please reload

Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square

11. 9 9160 4718

11. 4332 3144

SÃO PAULO

Realizamos projetos e laudos para todo o Brasil.

eduardo@eduardoronchetti.com.br

www.eduardoronchetti.com.br

  • LinkedIn Social Icon
  • Wix Facebook page
  • Wix Twitter page
  • Wix Google+ page
  • YouTube Social  Icon